Cristal da Calama apresenta carência de equipamentos comunitários, além de enfrentar descaso e omissão   

Porto Velho, RO – Com mais de duas mil famílias contempladas pelo Governo Federal, através do Programa de Habitação “Minha Casa, Minha Vida”, o Residencial Cristal da Calam, pode se tornar a qualquer momento ‘uma cidade sem a mínima estrutura por falta dos serviços básicos por parte do poder público – levando em conta que a população já leva uma vida muito dura’.

Em uma escala de 0 a 10, a acadêmica de Serviço Social Francisca da Silva, 57, atribuiu uma nota média de 5,5 à satisfação com a moradia adquirida por meio do programa. A avaliação é parte de uma pesquisa de campo realizada pelo site CORREIO DE NOTÍCIA. Segundo ela, ‘o poder público precisa intervir junto às construtoras para, não só em relação ao Cristal da Calama, como os demais, garantindo os direitos de as famílias viverem melhor em uma nova residência’.

Francisca detalhou alguns pontos da pesquisa, como a falta dos principais serviços previstos, como educação, saúde, transporte público e segurança de qualidade, afirma a acadêmica.

Segundo estimativa do governo do Estado, através da Coordenadoria de Habitação da Secretaria de Assistência Social (SEAS), durante a manifestação das famílias contempladas, mas, que ainda não haviam recebido as chaves, a estimativa que os dois complexos (Etapas 1 e 2) possuiriam cerca de duas mil residências.

Porém com a demora da entrega das casas e a proximidades das eleições, muitas residências foram entregues ‘a toque de caixa’ pelo ex-governador Confúcio Moura e sua trupe’, desabafa um interlocutor junto à Associação de Moradores.

Alguns imóveis, tanto da primeira quanto da segunda etapa, já apresentam um quadro preocupante de desgaste do material empregado. Inclusive, paredes com ondulações, armações do telhado empenados, sistema hidráulico e elétrico deficiente, e em algumas vias de acesso inexiste luminárias e muito menos iluminação pública.

Sobre o assunto, a acadêmica Francisca, disse que ‘o poder público não precisa diferenciar as pessoas, se vivem em áreas de riscos, ou de outros setores para que possam ter acesso à casa própria’.

Ao contrário desse sonho frustrado por inúmeros beneficiários, ‘não basta apenas morar em uma casa própria, mas, encurtar a distância da luta pelo direito à moradia, oferecendo aos mais necessitados condições de uma vivência dotada de infraestrutura e acesso a equipamentos coletivos, sem que governos segreguem outrem’.

SITUAÇÃO ATUAL – As duas etapas do Cristal da Calama, assim como parte dos demais residenciais e/ou conjuntos que formam o maior Programa de Habitação do Governo Federal, desde a era Lula, as construtoras ainda não entregaram nas áreas institucionais Centros de Referências de Assistência Social (CRASS), a Unidade Básica de Saúde (UBS-PS), Escola de Ensino Fundamental, tampouco, o setor comercial previstos no projeto original do Governo Federal.

Nas questões de saúde, por exemplo, os moradores se valem do já complexo atendimento feito a dois terços da população monitoradas pelo Postinho de Saúde ‘Hernandes Índio’, localizado no cruzamento das Avenidas Mamoré e Sete de Setembro. Porém é necessário que, muitos pacientes em casos graves, seja necessário ser transportados pelo SAMU (Serviço Médico de Urgência), em dias de consultas clínicas decisivas.

Com relação à educação, muitas crianças em idade escolar e outras que frequentavam escolas em outras localidades que não dependiam de transporte escolar, ao mudarem para os residenciais do Cristal da Calama, agora, com a crise do transporte escolar, ‘continuam fora da escola. Inclusive, outras não tiveram pedidos de transferência homologadas nas municipais da região mais próxima.

PROBLEMA GRAVE – Assim como nos demais empreendimentos do “Minha Casa, Minha Vida” primeira etapa, Curiosamente, de forma inversa aos critérios estabelecidos pelo impetuoso programa habitacional é espantoso o número de casas não ocupadas pelos donos. Além de inúmeros imóveis postos à venda e/ou para alugar em grupos de relacionamentos locais.

  • da Redação/CNR

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