O descompasso de uma polícia cidadã compromete a credibilidade da população

 

Edilson Neves*

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), já descobriu que a Energisa repassa recursos à Polícia Civil de Rondônia, através de uma espécie de convênio celebrado entre a instituição de segurança pública do Estado e a Energisa – empresa de distribuição de energia elétrica em Rondônia. Certamente, esse ‘termo de cooperação’ tem como objeto a realização de interesses mútuos utilizando métodos ‘mais ou menos consensuais’.

Transição

A recente movimentação de uma transição de uma instituição importante, que exerce historicamente, funções de Polícia Judiciária, nas unidades federativas do Brasil no exercício da segurança pública, cujas funções são, de acordo com o artigo 144 da Constituição Federal, compromete a credibilidade da população.

Conluio ou Parceria

De qualquer forma, o povo quer saber: Trata-se, de um conluio e/ou uma parceria entre as Instituições governamentais e a Energisa? Principalmente com a Polícia Civil de Rondônia e o Ipem, já constatado!

Arrocho

Seria o começo do fim, funcionários do Estado pagos com o dinheiro do contribuinte estarem supostamente a serviço de uma empresa que veio lá não sei de onde para explorar/arrochar os rondonienses sem dó e piedade.

Cooperação

Os maiores beneficiados por essa parceria: A população ou a Energisa? Certamente, o Grupo Energisa! Podemos perceber, porém, que a Energisa com seu poderio econômico, ajustou um Termo de Cooperação Técnica, tendo como objeto a realização de interesses mútuos. Sobretudo, asfixiar a população através dos órgãos de controle.

Acordo

Não podemos afirmar que a Polícia Civil foi “comprada”. Acontece que, pega muito mal para uma instituição tão importante como a Polícia Civil fazer esse tipo de acordo, até porque, trata-se de uma instituição importante, que tem como principal atividade apurar infrações penais, civis e militares por meio de investigações policiais, além de ser, estrategicamente ligada ao sistema de segurança pública que, historicamente, exerce funções de Polícia Judiciária. Bem como, instrumentalizar Inquéritos Policiais, procedimentos administrativos com características inquisitivas, frequentemente usada, em via de regra, de base à pretensões punitiva do indivíduo “cliente”.

Ipem

Quanto ao Ipem – Instituto de Pesos e Medidas, que recebe ou recebeu até R$ 1 milhão da Energisa. Para quem não sabe, é o órgão que está dizendo que os relógios levados para lá pela Energisa estão adulterados. Como há tantas suspeitas de que a empresa pode ter mexido nos relógios, quem garante que não mexeu no equipamento que afere os relógios? É preciso verificar se o Ipem tem, ou não, a isenção necessária para dizer que a Energisa tem razão.

Outros Órgãos

Contudo, vem aquelas perguntas estranhas, tipo: “Será que outros órgãos, também, assinaram um Termo de Cooperação com a Energisa?”

Tem coisas que as pessoas, em geral, não sabem. Uma das denúncias contra a Energisa é que os medidores de consumo estariam sendo adulterados antes de serem colocados nas residências. Se isso é verdade, eu não sei! Só sei que os boatos existem e só uma CPI, com isenção e poder investigativo será possível apurar os fatos.

Artimanha

Na verdade, vivemos em uma sociedade governada por corruptos, visto que, a capacidade e “artimanha negativa” deles em enganar e até mesmo convencer a sociedade de que eles, estão administrando a coisa pública da melhor forma possível é grande, é fácil convencer qualquer cidadão humilde que acredita nas inverdades e nas demagogias realizadas por grande parte deles.

Esperança

Eu ainda me dou ao trabalho de escrever esse artigo, porque ainda acredito na Justiça e na Polícia. Além do mais, temos que ter esperança, quem sabe, essa CPI possa ser uma oportunidade para esclarecer os fatos -, a exemplo de outras CPIs, que terminaram em “pizza” – embora seja um caso a pensar no que isso vai dar. No entanto, é importante refletir sobre essa hipótese já que certamente, a população aguarda uma resposta e “…Tal providência caberá a CPI e aos órgãos competentes”, seria, portanto, devidamente esclarecedor.

Interesses

Não buscamos confirmar o que já se sabe. E, sim, esclarecer algumas dúvidas, sobretudo, alguns aspectos dessa realidade que vivemos. Vale lembrar que, há vários interesses envolvidos, negativamente e/ou positivamente. Sobretudo, o poderio econômico que na maioria dos casos comprometem as instituições.

Instigar

Nesse sentido, é importante ressaltar que o papel do jornalista é maior do que de um cidadão comum, afinal ele não só informa como também é um formador de opinião -, isso é fundamental para instigar as autoridades e conscientizar a população.

Injustiça

Não há como negar que, injustiçados somos todos nós desassistidos e enganados por esses políticos de plantão, visto que, são eles, os responsáveis por esse estado de miséria em que se encontra a nossa sociedade, sobretudo, favorecendo os interesses e os privilégios das elites conservadoras que sempre estiveram e estão presente nas entranhas do poder. Além de sermos vítimas de uma máquina administrativa cruel e desumana.

CPI

Existe vários motivos para existência dessa CPI, poderia ficar horas explicando um por um; mas não temos tanto tempo assim; e o interlocutor, certamente, iria embora bem antes do final das explicações -, e não queremos provocar essa situação; queremos que o leitor possa ficar e ser induzido a pensar no assunto, pelo menos.

Justiça

Infelizmente, grande maioria da população não acredita mais na classe política, nas instituições e muito menos na Justiça. Nos dias de hoje, raramente, se vê pessoas sérias, sobretudo, bem-intencionadas que a gente possa acreditar que apurem as denúncias com imparcialidade e os implicados, sejam punidos. Doa a quem doer. Se a máxima constitucional diz que “todos somos iguais perante a Lei”, sem distinção de qualquer natureza, se isso realmente fosse respeitado, possivelmente, essa empresa seria banida do mercado.

Benevolência

Aos olhos da população, infelizmente, isso é um claro reflexo da “benevolência” de nossas instituições, as quais, em vez de defenderem a sociedade contra as ações cruéis de um capitalismo desonesto, instituindo leis penais rígidas, preferem atuar ao lado deles.

– Por Edilson Neves | Jornalista e Editor do  jornal Correio de Notícias de Rondônia

 

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