Energisa teria termo de cooperação com o Ipem, e o instituto é quem diz que relógios estão adulterados

O site Correio de Notícia constatou ter chegado à CPI da Energisa a informação de que o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) também teria assinado um termo de cooperação técnica com a concessionária de energia elétrica. Teria sido a Energisa a autora da compra dos equipamentos necessários para aferir os relógios medidores de consumo que são arrancados das residências da população.

Um deputado consultado pelo Correio de Notícia ficou surpreso com o vazamento da informação, mas admitiu ter chegado à denúncia. Ele revelou que essa pergunta será feita ao diretor do Ipem, e que os parlamentares não admitirão mentiras nos depoimentos.

De acordo com o que foi apurado por este jornal eletrônico, os deputados querem saber como o equipamento supostamente comprado pela Energisa chegou ao Ipem. Outra dúvida é em relação a quem treinou as pessoas que inspecionam os relógios.

Recentemente o deputado Jair Montes (PTC) disse ter ido ao Ipem e conversado com diretores do instituto, sendo informado que o órgão tem os equipamentos necessários para verificar se os medidores de consumo que são levados para lá pela Energisa estão adulterados ou não, e que também há técnicos capacitados para desenvolver esse trabalho.

Acontece que, aparentemente, os diretores do Ipem se esqueceram de dizer a Jair Montes que receberam os equipamentos de presente da Energisa.

O Correio de Noticia apurou que os deputados consideram que, apesar de legal, seria imoral o Ipem assinar um termo de cooperação para receber recursos de uma empresa que o aciona constantemente.

Alguns deputados, segundo o apurado, estariam momentaneamente colocando em dúvida o resultado dos pareceres do Ipem, devido à estreita ligação do instituto com a Energisa, e agora querem saber se na maioria das vezes o resultado da aferição dos aparelhos beneficia a empresa e prejudica os consumidores.

  • da Redação/CNR

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