Lideranças rondonienses afirmam que Bolsonaro agiu certo ao demitir Britão do Incra e da Sedam  

Pimenta Bueno, RO – A exoneração do Ex-Superintendente do INCRA estadual do cargo de Diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do órgão, em Brasília (DF), o técnico agrícola Cletho Muniz Brito, continua repercutindo nas rodas políticas e redes sociais nesta parte do Cone Sul do Estado.

Muitos que comentaram sobre o caso, negaram que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenha cometido ‘injustiça com o povo rondoniense ao preterir a permanência de ‘Britão no INCRA e na SEDAM’. Segundo esses interlocutores, ‘ele é fruto de uma parte apensa do latifúndio continuado por dois mandatos do então deputado Marcos Rogério, agora, senador da República’.

– Além de governantes representativos do agronegotóxico, desabafa sobrevivente de um suposto atentado na Fazenda Barro Branco, em Chupinguaia, em 2006, do ex-presidente da ACRIVALE, Hilário Bodanese, falecido em Vilhena.

A frustração, de acordo com pensamentos colhidos entre cidadãos comuns que ainda esperam a tão esperada regularização de terras devolutas da União, que, misteriosamente, foram desmembradas por atos atribuídos à chefia de Projetos e da Divisão de Recursos Fundiários, em Rondônia, ‘por conta apenas do demitido nomeado pelo Ex-Presidente Michel Temer’.

Do ponto de vista político, a demissão sumária de ‘Bridão do INCRA e da SEDAM’ em meio a um suposto caos vivido no órgão estadual após a demissão dele e com o retorno ao órgão, do também Técnico Agrícola, Eustáquio Chaves Godinho, preso durante a ‘Operação Terra Limpa’ da Polícia Federal, em 2005, segundo informações atribuídas a diretórianos do PSL de Pimenta Bueno, ‘Bolsonaro agiu certo e deve passar a limpo toda a Superintendência Regional do INCRA’.

Novo Diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do INCRA Nacional, Roberto Macial

Historicamente, o INCRA de Rondônia, até aqui, depois da era Amir Lando (ex-PMDB e MDB), ‘sempre foi ocupado por técnicos agrícolas sob a condição de penduricalhos à serviço de grupos políticos’, desabafa ex-vereador que teria sido preterido pelo então deputado estadual Cletho Muniz Brito, à prefeitura de Pimenta Bueno.

Segundo ele, ‘a exoneração dele pelo Presidente Jair Bolsonaro é resultado, sim, das promessas que fizera ao povo de Rondônia de frear o aparelhamento de autarquias federais em todo o País’. E o INCRA estadual e da Amazônia não ficariam imunes às mudanças e as transformações anunciadas pelo Presidente, ressaltou o interlocutor pimentense.

Sugestões aferidas nas duas audiências públicas em Porto Velho (12.09.19) e em Vilhena (22.09.19) com a temática ‘Violência no Campo e Reforma Agrária em Rondônia’, numa iniciativa saudável e ímpar da Procuradoria Regional da República (PRR-RO), lideranças agrárias, ambientais, indígenas e quilombolas aguardariam apenas o retorno do Procurador Raphael Bevilaqua para que aceite pedido de intervenção federal na Superintendência Regional do órgão, em Rondônia.

A justificativa para que esse pedido encontre amparo legal e ecoe na Presidência Nacional do órgão, em Brasília, é quanto à pedido de abertura de Ação Civil Pública (ACP) e Pedido de Acompanhamento (PA) junto à PGR (Procuradoria Geral da República) em favor da revisão de todos os atos atribuídos ao Ex-Superintendente e Ex-Diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária (DF), Cletho Muniz Brito, e, na Divisão Executiva de Projetos e Recursos Fundiários, ainda ocupada pelo técnico agrícola Eustáquio Chaves Godinho.

À parte, em posicionamentos tirados em Porto Velho e Vilhena, as duas audiências promovidas pelo Ministério Público Federal (MPF), ‘é possível acontecer a aludida intervenção a partir da recusa dos Ex-Superintendentes do INCRA por não terem nos últimos 30 anos, se contrapor à, emissão de Carta de Posse a servidores do órgão em terras que iriam contemplar mais de três mil famílias à espera da regularização em terras devolutas da União ocupadas, mansa e pacificamente, no PA Flor do Amazonas, Acampamento Boa Sorte (Igarapé Taboca), em Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto, Cacoal, Ji-Paraná, Presidente Médici, Pimenta Bueno, Chupinguaia, Vilhena e na Capital rondoniense, no ex-Setor Militão e Estrada do Areia Branca, essas posses localizadas nas zonas Leste e Sul’, alertam posseiros da União nessas localidades do Estado e da Capital Porto Velho.

Cletho Muniz Brito

Por conta e risco das incursões feitas por posseiros da União junto às Defensorias Públicas (DPE-DPU), Advocacia Geral da União (APU), SPU, Polícia Federal e INCRA, além da Secretarias de Regularização Fundiária de Porto Velho e do Estado, lideranças agrárias, Ambientais, Indígenas e Quilombolas disseram a este site que, ‘estão convictos de que, ao menos, o deputado Chrisóstomo Almeida (PSL), depois de instado na reinauguração do Prédio do Relógio, ‘fará chegar ao Presidente Jair Bolsonaro, pedido de intervenção federal no INCRA Regional após o MPF e a AGU serem motivados para isso’. Segundo os signatários desse documento, ‘pela primeira vez, será publicada a lista nominal dos maiores latifundiários dentro do PA Flor do Amazonas, Acampamento Boa Sorte (Igarapé Taboca), Vila Nova Samuel, Estrada Areia Branca, Lagoa Samuel e ex-Setor Militão, entre os quais, o ex-servidor do órgão Lenil José Sobrinho, detentor de mais de três mil hectares, à mulher Hessa Karla Palácios e ao Cardiologista Luís Henrique (do Grupo AMERON), cuja decisão é atribuída e/ou, referendada pela Divisão Executiva de Recursos Fundiários.

Redação/Correio de Notícia

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