Venda de terras da união pode virar alvo de fiscalização e prisão em Rondônia

Porto Velho, RO – A 14km quilômetros da Capital de Rondônia, uma área de terra pertencente à União virou cenário de conflitos fundiários. É o caso do Lote 4, com cerca de 80,2 hectares do estoque da Gleba Areia Branca, ao longo da antiga estrada da Coca-Cola há muito vem sendo grilada por particulares, à frente um suposto agente funerário e uma neo-pentecostal e ex-candidata a deputada federal pelo MDB ambos ligados ao atual senador da República, Confúcio Aires Moura.

Segundo informações apuradas por este site de notícia, ainda na campanha eleitoral de 2018, a emedebista se valeu de um parecer atribuído à Divisão de Recursos Fundiários do INCRA que validaria uma suposta carta de posse emitida com base em registro de cartórios, da Capital e o outro em Candeias do Jamari, a 20 quilômetros de Porto Velho.

Uma segunda documentação, de acordo com a pesquisa realizada com a ajuda de um interlocutor da secretaria Urbanismo e Regularização Fundiária (SEMUR) acreditada no Departamento de Arquitetura, ‘a área pertenceria a um servidor público de prenome Monteiro e uma segunda parte a um suposto agente funerário, com atuação comercial na Zona Sul’.

Além da dupla Monteiro e o suposto agente funerário alcunhado de ‘Papa Defunto’ as terras contidas no ‘Lote 4’ também seriam disputadas por um contabilista   ligado a ex-deputada federal Raquel Cândido e desde o início do atual, ao ex-governador do Estado e agora, senador da republica Confúcio Moura.

Por conta e risco das informações repassadas pelo interlocutor anônimo junto a SEMUR, a Reportagem obteve junto ao Diretório Estadual do MDB (sucedâneo do antigo do PMDB) que, ‘a ex-candidata neo-pentecostal pelo partido teve pedido de registro da candidatura suspenso’. Porém, o ex-governador Confúcio teria obtido aval da Executiva para ignorá-lo.

Os 80,2 hectares do Lote 4 do estoque geral da Gleba Areia Branca, igualmente, são disputados por um ex-Vice-Prefeito da Capital, advogados, ex-magistrados, maçons e policiais, entre os quais, se destacava o policial militar José Américo (fuzilado à queima roupa em frente a um escritório de advocacia). O ex-militar falecido chegou a prestar serviço  para um dono de uma funerária localizada ao longo da Avenida Campos Sales, Zona Sul da Capital.

Com a demissão sumária do ex-Diretor da Estrutura Fundiária do INCRA no Distrito Federal, o ex-deputado estadual, ex-Superintendente do órgão e ex-Secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), Cletho Muniz Brito, o ex-Ouvidor Agrário, Erasmo Tenório da Silva, para ocupar a  Superintendência Interina Estadual. Nesse ínterim, as vendas de terras devolutas da União naquela região foram intensificadas no pseudo – loteamento rural, na Gleba Areia Branca sob o olhar complacente de parte de órgãos de controle.

No início do ano, o caso do Lote 4, da Gleba Areia Branca, na antiga Estrada da Coca Cola, foi levado ao conhecimento da Procuradoria Regional da República. Antes, porém, nativos que ocupam partes das terras previstas para assentamentos sob a responsabilidade do INCRA estadual, haviam alertado o órgão e a Polícia Federal sobre a venda de lotes atribuída a um suposto agente funerário da Zona Sul da Capital. Além de ameaças de morte às lideranças locais.

  • Redação/Correio de Notícia

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