Novo estudo nega que Mona Lisa tinha problema com tireoide

Hipótese tinha sido levantada em 2018 por especialista dos EUA

O fascínio enigmático de Mona Lisa, do gênio italiano Leonardo da Vinci, sempre atraiu a atenção da comunidade científica, tanto que recentemente a “Gioconda” foi diagnosticada com um problema de tireoide. No entanto, a história teve uma nova reviravolta e a hipótese de que Lisa Gherardini sofria de hipotireoidismo foi desmentida pelo especialista Michael Yafi, do centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, em Houston (UTHealth), em um novo estudo publicado na revista internacional de endocrinologia “Hormones”. De acordo com o pesquisador, o sorriso assimétrico de Mona Lisa, assim como a ausência de sobrancelhas e a coloração amarelada de sua pele, não podem ser atribuídas a problemas de tireoide. “Defender a fascinante Lisa Gherardini retratada naquela obra é, para mim, uma responsabilidade pessoal. Por isso, decidi dar um segundo parecer médico”, contou Yafi. Na avaliação do especialista, se Mona Lisa tivesse problema de tireoide, “o seu pescoço seria muito mais encorpado”. Ele também defendeu que, não apenas a “Gioconda”, mas muitas outras mulheres retratadas por Da Vinci não têm sobrancelhas, o que poderia ser uma característica do pintor, e não uma prova sobre as condições de saúde de Lisa Gherardini.

Mona Lisa (Foto: Reprodução)

Yafi também alegou que a coloração amarela poderia ser consequência da idade da pintura e do tipo de verniz utilizado.

Isso porque, segundo ele, este sintoma da tiroide se manifesta apenas em uma fase avançada da doença, que tipicamente causa infertilidade. Mas se sabe que Lisa Gherardini teve cinco filhos, sendo que um deles nasceu pouco antes dela posar para o retrato.

A nova teoria de Yafi contradiz o que foi publicado em 2018 pelo médico norte-americano Mandeep R. Mehra, que levantou suspeitas de que Mosa Lisa teria hipotireoidismo.

Caracterizada pelo mau funcionamento das glândulas tiroide, a doença teria afetado a coloração da pele de Mona Lisa, tendendo a um amarelo, e os cabelos, de acordo com o estudo conduzido pelo especialista. Mehra atua como diretor médico do Heart and Vascular Center do Hospital Brigham and Women’s, em Boston, e publicou essa hipótese na revista Mayo Clinic Proceedings.

– Agência ANSA

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