Aumento da criminalidade na zona rural de porto velho assusta agricultores

Porto Velho, RO – Enquanto o Brasil recebe recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU) para conter o estado de violência na zona rural o avanço da criminalidade continua avançando e assusta agricultores do entorno das Capitais do País.

Em Porto Velho, por exemplo, e nos arredores da região chacareira Jardim Santana (Zona Leste), Estrada do Areia Branca (Zona Sul), bairro Nacional (Zona Norte) e nas zonas ribeirinhas do Rio Madeira, a violência contra moradores e agricultores explode no dia a dia.

Pelo menos, um ou dois homicídios são registrados pela Polícia nesses ambientes mais afastados do centro da cidade.  Furtos, roubos e arrombamentos de casas, além de homicídios com requinte de violência, “tem sido a tônica dos últimos anos”, aponta o policial federal aposentado.

Segundo levantamento extra-oficial, diariamente, ladrões já conhecidos da Polícia, são acusados dos mesmos crimes transeuntes de chacareiros e agricultores nas periferias da Capital. Seria deles a suposta autoria de ao menos 99% dos delitos que implicam em homicídios, furtos, roubos de motocicletas, veículos, ônibus, saidinhas de banco, sequestros e até estupros de mulheres no caminho do trabalho e da escola.

Especificamente, no Setor Chacareiro Jardim Santana e periferia Leste da cidade, o aumento da violência na zona rural e do cinturão verde dessa localidade vem assustando há anos moradores de mais 10 linhas e ramais que ligam os bairros Socialista, Lagoa Azul, Ulysses Guimarães, Estrada dos Periquitos, além dos condomínios Crystal da Calama, Porto Madero e Orgulho do Madeira.

Diz ainda o estudo, que não aponta o motivo verdadeiro das “Atlas da Violência Rural nem urbana da cidade de Porto Velho” que, “ao menos morar na zona rural não é mais garantia de tranquilidade, paz e segurança no campo”. Ninguém estar mais seguro nas propriedades, a grande maioria isolada e que alguns de seus bens de pequeno e médio valor, atraem as quadrilhas que geralmente saem impunes.

Um dos crimes mais praticados na região do Jardim Santana e estrada dos Periquitos, respectivamente, no ranking policial, são o roubo de (motocicletas e carros utilitários). Além de latrocínio (assalto seguido de morte) cujos “autores seriam os mesmos de delitos menores, do tipo furto de animais domésticos, porcos, galinhas” etc.

No interior do Estado, de acordo com os prognósticos que este site teve acesso, a ação dos bandidos acontece “por conta e risco de exibição do poderio econômico de fazendeiros” que, geralmente, detêm no pátio das fazendas muitos veículos caros, entre tratores, caminhões e colheitadeiras. Além de estoques de defensivos (agrotóxico) de valor muito alto no mercado.

No campo, em sua maior parte dominada pelo agronegócio bovino e da soja, a ação dos bandidos teria diminuído um pouco mais depois que os ruralistas passaram a contar com o apoio do novo governo. A maioria contrata sistema de segurança privada para obter tranquilidade e segurança na tentativa de conter a criminalidade nas propriedades isoladas.

Fora o avanço da criminalidade nas centenas de periferias do País “o poder público não tem obtido êxito em frear a ação dos bandidos 100%”. Na Amazônia Ocidental Brasileira e, principalmente em Rondônia, atesta o consultor Roberto Lemes e Soares que “bandidos tocam o terror nas chácaras, já outros, fortemente armados adentram nas fazendas, prendem e fazem reféns e roubam tudo” cujo destino seria a Bolívia, na fronteira com o Brasil.

Enfim, há registros de ocorrências também na zona rural da cidade, região da estrada da Coca-Cola (Areia Branca), onde um suposto agente funerário tentou assassinar por duas vezes o presidente da Associação dos Agricultores, Ivo Neves Ferraz. O agricultor e cerca de 60 famílias são posseiros de terras da União Federal.

Além da ameaça a agricultores sem terra na periferia e região Sul da cidade de Porto Velho, o mesmo agente funerário, mesmo com instauração de procedimentos junto ao Ministério Público Federal (MPF) mantém loteamento rural em terras da União naquela parte do município.

Outros tipos de violência, com o avanço da criminalidade em áreas isoladas, são registrados na Polícia, mas, os inquéritos não são instaurados em sua maioria por se tratar de conflitos agrários em terras da União, cuja atribuição é do INCRA estadual junto à Polícia Federal.

Nesses casos, como no loteamento do Lote 4, no quilômetro 3,5 da Gleba Garças (Colônia Areia Branca), “pedidos de procedimentos foram feitos à Superintendência do INCRA, ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal, à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Programa Terra Legal. Porém, “os casos continuam sendo tratados em Varas Cíveis e Criminais, no âmbito do Estado”.

Nas zonas rurais do município e ao longo das BRs 364 e 319 (em direção aos municípios de Canutama e Humaitá), geralmente os crimes são praticados por grandes quadrilhas compostas por bandidos e ex-policiais militares, bem armados e preparados para o combate aos movimentos de reação a grilagem, sobretudo em terras públicas do Estado e da União.

Poe Xico Nery

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