Chegou o ano e com ele o tributo anual!

Sua finalidade é saciar a fome da monstruosa criatura, cabeça de touro com garras de leão, que vive nas profundezas subterrâneas do labirinto palaciano.

Chegou o IPTU, Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana do município de Porto Velho. “Imposto, propriamente dito, que se refere a uma obrigação imposta à sociedade brasileira, instituído pela Constituição Federal cuja incidência se dá sobre a propriedade urbana”. Sua finalidade é saciar a fome da monstruosa criatura cabeça de touro com garras de leão, que vive no labirinto escuro nas profundezas subterrâneas dos subsolos palacianos, desses governos corruptos, perversos e desumanos, cujo alimento preferido é o soldo do trabalhador brasileiro.

Tributo

A prefeitura já iniciou a distribuição dos infames carnês referentes ao Imposto de 2019. Em Porto Velho, capital de Rondônia, não é diferente das outras cidades brasileira. O valor arrecadado deveria ser revertido em obras, saneamento de infraestrutura.  No entanto, não se consegue perceber onde o dinheiro pago pelo contribuinte é investido. Percebe-se que as melhorias não têm chegado aos cidadãos que pagam o tributo – falta pavimentação, saneamento básico, áreas de lazer, hospitais, creches, escolas, postos de saúde e segurança pública – enfim, falta tudo. Só se vê ruas esburacadas, cidade mal cuidada e o prefeito viajando.

IPVA

A mesma coisa acontece com o IPVA, que pagamos. Apesar de acharmos que ele é aplicado nas estradas, na verdade não é. O governo gasta o nosso dinheiro onde ele bem entende. Na verdade ocorre com todos os impostos que pagamos.

Roubado

De qualquer forma, o contribuinte é lesado, para não dizer roubado. “Como podemos aceitar isso? Nós colocamos os Governantes lá para administrar o nosso dinheiro e cuidar da nossa cidade, no entanto eles roubam o nosso dinheiro, gastam como bem entendem, e não dão nenhuma satisfação”.

Imposto

Não vou me alongar, mas “o cidadão que trabalha e paga seus impostos com muita dificuldade, quer ver os recursos bem aplicados – a rua onde mora asfaltada, a cidade limpa, o posto de saúde funcionando, uma segurança pública decente; o transporte público, nem se fala; o cidadão viaja como se fossem dentro de uma lata de sardinha. Querem mais ônibus nas ruas, mais médicos nos hospitais. Queremos obras, saneamento básico, água tratada de qualidade”.

Pena

Apesar de o Prefeito, Governador e até, mesmo, o presidente, possam gastar nosso dinheiro da forma que bem entenderem, e suas escolhas não são claras da forma como deveriam ser, não significa que eles não devem prestar contas e dar satisfação à sociedade, de tudo que fazem e o que não fazem. Ocorre, porém, que os tributos não são bem aplicados. Além do mais, o mínimo que eles deveriam fazer era dar satisfação de tudo que gastaram, de cada centavo, sob pena de serem linchados pela sociedade.

Monstro

Nesse sentido, a relação entre o monstro devorador e o contribuinte poderia mudar sua natureza que é marcada por um confronto direto. De um lado, o monstro faminto à espera do seu alimento preferido, e do outro lado, o contribuinte tentando escapar das garras do leão. Ficando o tributo assim, no meio termo entre a liberdade do contribuinte e a morte do sanguinário devorador.

Carne fresca

Não é nada fácil para o trabalhador passar doze meses do ano trabalhando, esperando chegar o dia do tributo anual para ser jogado dentro do labirinto escuro para alimentar o monstro faminto que vive à espera de carne fresca.

“Dai a César o que é de César”.

Na verdade somos todos pagãos, desde que nascemos. Pagamos pra nascer, pagamos pra viver, pagamos pra comer, pra beber, pagamos sapo, pagamos mico. Enfim, a gente paga tudo. Pagamos até pra morrer. Só ainda não pagarmos pelo oxigênio que respirarmos. Será? Na verdade já pagamos porque o ar que respiramos está tão poluído que vivemos com problemas respiratórios e sem ele, pagamos com a vida. É mole?

(Por Edilson Neves/Editor do CNR)

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