Associações de chacareiros continuam sem ajuda e melhorias

Porto Velho, RO – A falta de assistência técnica e recursos para manter projetos de desenvolvimento agrícola no âmbito do município e do Estado de Rondônia, respectivamente, estão sendo vistos pelos agricultores como uma forma de apequenar a força da categoria e também de não permitir avanços nos setor primário e por não abrir novos mercados para seus produtos.

A chacareira Gabriele Ortiz Camargo, 45, presidente da Associação de Ação Popular Integrada Hortifrutigranjeira da União (AAPIGHU), no Jardim Santana, na Zona Leste, afirmou, nesta terça-feira (4), ‘nossa entidade, apesar de não contar com técnicos ou agrônomo do governo, está inscrita no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Mesa Brasil, Conab e Emater’. Segundo ela, ‘produziríamos muito mais se Prefeitura e o Governo do Estado contribuíssem com projetos agrícolas e na regularização das terras’.

No caso das associações e cooperativas de agricultores familiares, dentro do Setor Chacareiro desta Capital, de acordo com pesquisa deste site de notícias, ‘essas entidades de classes não estão sendo vistas com a devida atenção pelo poder público e político da cidade’, revela o Consultor João Lemes Soares, 47, ao pontuar que, ‘associações e cooperativas familiares continuam sem receberem ajuda e melhoria para seus agricultores’.

Para ele, a cadeia produtiva advindas dos chacareiros do Jardim Santana e região do Setor Leste desta Capital, ‘a falta de incentivo e a presença de técnicos e agrônomos de forma permanente nessas áreas, trata-se de uma forma de diminuir a força da categoria e abrir novos mercados para os grandes centros de fora do Estado’.

Pelo menos, a AAPIGHU, no Jardim Santana, sendo a única Associação de Agricultores Familiares da região credenciada junto à Companhia Brasileira de Alimentos (CONAB), nos Programas de Aquisição de Alimentos (PAA) Mesa Brasil/SESC e Emater, com a atenção governamental permanente de governo, ‘cobriria ao menos 80% das demandas em frutas, hortaliças e tubérculos às cozinhas das escolas municipais e estaduais’.  Nessa esteira de ausência, o que ocorre é que a importação desses produtos é dominada pelos cearenses, goianos e sulistas. Além dos produtores ligados à CEAGESP (Entreposto de hortifrutigranjeiro do governo de São Paulo).

O grupo de chacareiros ligados à entidade presidida por Gabriela Camargo, ‘espera que o governador eleito Marcos Rocha (PSL) visite as áreas de produção e de lá determine um novo papel aos órgãos de fomento e aplicação de políticas e desenvolvimento do setor chacareiro a fim de que ‘a agricultura familiar assuma o ranking das compras e entregas de produtos às escolas, Forças Armadas e ao mercado interno de Porto Velho’.

Pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal e mantido pela Companhia Brasileira de Alimentos (CONAB), a AAPIGHU do Jardim Santana, tem cerca de 40 agricultores fornecendo produtos em vendas coletivas também ao Mesa Brasil e Emater. A entidade tem em seus quarós 600 associados inscritos, com mais de 60% produzindo e á espera da atenção governamental por linhas de créditos compatíveis, insumos e equipamentos para arar e gradear as terras disponíveis e para serem regularizadas pelo Programa Terra Legal, Prefeitura de Porto Velho e governo do Estado.

(Xico Nery/CNR)

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