Bancários de Rondônia fazem greve de duas horas, hoje

Em reunião realizada na tarde de ontem, os bancários de Rondônia foram unânimes em rejeitar a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentada ontem, terça-feira, 7 de agosto, em São Paulo, de apenas reposição da inflação – por quatro anos – para os salários, PLR e todas as demais verbas econômicas, o que não chega nem perto da reivindicação dos bancários, que é a reposição da inflação, mais ganho real de 5%.

Realizada na sede do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), em Porto Velho, a assembléia geral considerou a proposta patronal um verdadeiro desrespeito e um deboche com os trabalhadores, pois além de ser insuficiente nas cláusulas financeiras, também ignora as cláusulas sociais (emprego, saúde, condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades, fim do assédio moral, fim das metas abusivas que adoecem o bancário…) e, sobretudo, não traz nenhuma garantia para os direitos já conquistados e, até o dia 31 de agosto, assegurados na Convenção Coletiva da categoria.

“Entregamos a nossa pauta de reivindicação ainda no dia 13 de junho. No dia 25 de julho tivemos a primeira rodada de negociação, que tratava sobre Saúde e Condições de Trabalho, quando eles prometeram apresentar uma proposta global no dia 1º de agosto. Só que no dia 1º de agosto, na segunda rodada de negociação, nada de proposta e uma nova promessa de que somente no dia 7 de agosto é que apresentariam uma proposta final. E ontem (7/8), em São Paulo, eles (os bancos) finalmente apresentam essa proposta que representa uma provocação aos trabalhadores e comprova que desprezam completamente seus funcionários, que são os verdadeiros responsáveis pelos lucros sucessivos destas instituições e, por isso, continuam enrolando os trabalhadores e os ameaçando com a retirada de direitos que, atualmente, é permitida desde a aprovação dessa nefasta reforma trabalhista”, esclareceu José Pinheiro, presidente do Sindicato e que acompanha pessoalmente todas as rodadas de negociação com os negociadores dos bancos.

“O Banco do Brasil e a Caixa Econômica acompanham a proposta feita na mesa principal (Fenaban), mas também não garantem nenhuma cláusula social e ainda ameaçam extinguir direitos e benefícios conquistados com muita luta e garantidas nos Acordos Coletivos Específicos destes bancos públicos. Na Caixa a situação é ainda mais preocupante, pois a direção nacional do banco quer extinguir 33 cláusulas do Acordo Específico, como horas extras, PLR Social, incorporação de função e o Saúde Caixa. O Banco da Amazônia, por sua vez, nem sequer se sentou à mesa para negociar e nem mesmo pagou a PLR do ano passado aos seus funcionários. Portanto, estamos diante de um momento tenebroso para os trabalhadores, em que nos vemos obrigados a lutar para manter o que já temos, e por isso é de extrema importância o esclarecimento e, sobretudo, a participação de todos os bancários nesta luta. Ou os trabalhadores saem da sua zona de conforto, larguem esse comodismo e vão à luta, ou então, daqui a algum tempo, não existirá mais a categoria bancária”, disparou o presidente.

Os bancários, ao final da assembléia geral, também decidiram que vão retardar, na próxima sexta-feira, dia 10/8, a abertura de agências bancárias em duas horas, como forma de levar à sociedade a preocupação com tanto descaso e desrespeito com os trabalhadores e seus direitos.

(Assessoria-SEEB-RO)

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