Campanha vai orientar sobre riscos das queimadas urbanas e rural durante estiagem

Rondônia – “O fogo pode fugir do controle, mas quem queima não pode fugir da responsabilidade”. Este é o tema da campanha da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) que começa a ser veiculada em todas as mídias sociais a partir de segunda-feira (25) para enfrentar e prevenir todo tipo de queimada, urbana e rural, durante o período de estiagem em Rondônia.

De acordo com gestor ambiental Eliezer de Oliveira, coordenador de Educação Ambiental da Sedam, este é um período (estiagem) de grande preocupação para as autoridades ambientais. “O início desta estação é como uma senha para os incendiários. Por isso a importância da campanha com o envolvimento da sociedade e do Comitê de Combate às Queimadas para uma ação efetiva contra essa prática que, além de criminosa, é o modelo mais antigo e contraproducente de limpeza e manejo na agropecuária”.

Eliezer disse também que, na maioria das cidades rondonienses, há um descontrole nas ações de combate às queimadas e que é necessário exigir das autoridades municipais mais dedicação e firmeza. “A Sedam tem todo interesse em firmar parceiras capazes de colaborar com projetos e programas dirigidos ao tema das queimadas. É possível identificar os bairros com maior incidência de queimadas”, afirmou destacando que assim fica mais fácil direcionar e focar as ações de educação e fiscalização nessas áreas, geralmente da periferia das grandes cidades.

O meteorologista Fábio Adriano Monteiro, da Sala de Situação da Sedam, fez uma apresentação do cenário atual do Estado de Rondônia, em tempo real, e ao lado de Eliezer de Oliveira disse que hoje é possível identificar a propriedade onde possivelmente estiver ocorrendo um incêndio e até acionar, por telefone, o seu proprietário para determinar providências sem prejuízos das cominações legais pertinentes – processamento e multa.

Segundo o gestor ambiental da Sedam, as autoridades rondonienses do setor estão inquietas. As análises das informações dos satélites que são usados no monitoramento ambiental indicam um crescimento despropositado no número de focos de queimadas. Para se ter ideia, de acordo com dados estatísticos da Sala de Situação, no mês de junho 2017, início do período de estiagem, foram registrados 55 focos de queimadas. Neste ano, até o dia 21 de junho, 187 focos já foram registrados.

Na Sala de Situação da Sedam, Eliezer e Monteiro chamam a atenção de todos para os riscos das queimados e lançam campanha educativa com o tema (Fotos: Frank Néry e Daiane Mendonça)

Para Eliezer de Oliveira, o objetivo da campanha é educar o cidadão, as crianças, as futuras gerações, alertando para os riscos e perigos envolvidos com as queimadas. Segundo ele, não se trata apenas do dano ao meio ambiente no âmbito rural, que na maioria dos casos é irreversível, mas também em relação ao dano à saúde da população urbana, que é igualmente grave.

Ele explicou, a propósito, que de acordo com estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a fumaça produzida pela queimada urbana produz substâncias químicas que penetram no solo e nas plantas, expondo as pessoas ao risco de adoecerem tanto pela inalação quanto pela ingestão de alimentos contaminado com material particulado (o pó da queimada urbana), monóxido de carbono, ácido clorídrico, ácido cianídrico, benzeno (causador de pedras nos rins) e uma série de outros metais pesados que causam grandes prejuízos à saúde da população.

Texto: Cleuber Rodrigues Pereira

 

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