Crédito Fundiário fomenta novos produtores da agricultura familiar

Novo núcleo de assentamento com 107 propriedades rurais da agricultura familiar será implantado em Colorado do Oeste por meio de incentivo do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Os contratos foram assinados na sexta-feira (15) durante a Exposição Agropecuária de Colorado do Oeste (Expocol) com objetivo de incrementar o setor produtivo familiar no Sul de Rondônia.

O PNCF é uma política pública complementar à reforma agrária que financia a aquisição de terras. O objetivo é contribuir para a redução da pobreza rural e melhoria da qualidade de vida das famílias em parceria com o governo de Rondônia e Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagro).

As famílias contempladas em Colorado do Oeste terão recursos de R$ 80 mil para aquisição de propriedade rural de 3,5 alqueires cada, onde devem priorizar os cultivos de mandioca e urucum, culturas em ascensão na região.

A maior parte do dinheiro deve ser aplicada na aquisição do imóvel rural e parte dele, pouco mais de R$ 7 mil, deverá ser gasto com assistência técnica no projeto de desenvolvimento do plantio, boas práticas e comercialização da produção. A carência é de três anos para começar a pagar e o prazo é de 17 anos para saldar o crédito fundiário. A instituição financiadora é o banco do Brasil.

MULHERES NO COMANDO

A responsável pelo crédito fundiário no governo federal, Raquel Santori, ficou animada com o interesse das mulheres da agricultura familiar. “Das 107 famílias contempladas em Colorado do Oeste, 60% serão comandada por mulheres. É um orgulho ver de perto o desenvolvimento deste projeto de vida dessas guerreiras”, disse Santori, anunciando que o governo federal dispõe de mais recursos no orçamento e em caixa para motivar a criação de mais assentamentos desta natureza. “Mulheres, jovens e homens precisam de terra para trabalhar”, reforçou Santori.

Para o governador Daniel Pereira, a assinatura dos contratos é uma data histórica para Rondônia, considerando que o último assentamento rural ocorrido no Sul do estado foi no fim da década de 1970, pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

– Fonte-Texto: Paulo Sérgio – Foto: Jeferson Mota/Secom

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