Cerco aos camelôs, ambulantes e barraqueiros chega ao complexo ferroviário da EFMM

Porto Velho, RO – Operação deflagrada pelo ministério Público (MPF/MPE) deu prazo para que, ambulantes, camelôs e barraqueiros desocupem toda a área ocupada no entorno do Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), um sítio tombado pela União Federal.

A medida, dessa vez, “é pra valer, a energia foi desligada, em caso de reincidência,  haverá apreensão de pertences, móveis e imóveis”, garante uma fonte ligada ao Departamento de Postura e Fiscalização do Município. Segundo adiantou, a saída dos vendedores, também, fará com que a praça seja interditada por conta das obras custeadas por uma das duas usinas hidrelétricas.

Às vésperas de uma nova Copa do Mundo, a categoria dos ambulantes, camelôs e barraqueiros enfrentam ainda novo problema com a fiscalização municipal. Segundo ao que tudo indica, “o comércio de bugigangas, comidas, petiscos, lanches e churrasco a céu aberto, dentro ou nas proximidades da área do Centro Histórico, volta a ser proibido, agora, por tempo indeterminado”.

O Departamento de Fiscalização e da Postura desta Capital, por várias vezes tentou retirar os ambulantes das calçadas, praças e do entorno da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), mas não havia como migrá-los para outros pontos da área apropriada por conta da enchente histórica de 2014.

Desde a última grande cheia que fez o Rio Madeira avançar sobre os prédios da Justiça Eleitoral (TRE) e da Justiça Federal, além de expulsar famílias tradicionais da orla do Cai N’Água, Baixa da União e do Triângulo, moradores, feirantes e camelôs sempre  dão um jeitinho e retornam aos mesmos lugares que ocupavam antes no período da seca.

Agora, com a ação conjunta dos ministérios Público Estadual e Federal, respectivamente, deflagrada nesta terça-feira (3), ficará mais difícil a retomada pelos ambulantes, ao menos na área do Complexo Ferroviário, que por ter sido tombada fará com que o cerco aos invasores (?) mobilize até mesmo a Polícia Federal, alerta um fiscal da prefeitura.

Por sua conta e risco, ferroviários informam que, “apesar de, historicamente, a figura do ambulante, camelô ou do barraqueiro está, umbilicalmente, ligada às atividades de visitação turística, dentro e fora do Centro Histórico da Porto Velho Antiga e da Madeira Mamoré, não podemos permitir que essas atividades sejam eternas”.

Membros da Associação dos Permissionários da estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASPEFEMM) se dizem aflitos e sem saber o que fazer diante da decisão tomada pela Prefeitura, segundo eles, “em um tempo muito curto para que outro espaço seja nos dado na área comercial da cidade”.

Eles apontam, contudo, que, “a maioria foi obrigado a migrar para aqui depois que o Shopping Popular foi desativado e o prefeito Hildon Chaves ter nos prometido reconstruí-lo”. Além de, um prazo de seis meses, a Secretaria de Turismo e do Desenvolvimento Socioeconômico (SEMDESTUR), assumir o projeto que seria financiado pelo Complexo Santo Antônio Energia.

Em igual situação está uma segunda parte dos permissionários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) que ocupa a pelo menos quatro anos a Praça Jonathas Pedrosa, que leva o nome do ex-governador do Amazonas. A ocupação, segundo lideranças entre feirantes, artesãos, lojistas e salgadeiros, “a prefeitura não dar nenhuma solução nem aponta alternativa de sobrevivência a centenas de trabalhadores”.

SONHO ACABOU 2017-20 – Em que pese o ceticismo de alguns com provável inicio das obras de restauração dos primeiros quilômetros da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, medido entre o prédio da antiga Administração e o início do bairro Triangulo, “o sucesso nas vendas com a Copa do Mundo na Rússia, foi jogado Madeira abaixo para os permissionários”, atestam.

A ocupação das calçadas e o entorno interno dos galpões por permissionários da EFMM e da antiga Feira do SOL, vai além da cheia histórica do Rio Madeira em 2014. No dia 14 de novembro de 2017, por ocasião do Ano Internacional dos Ambulantes, o prefeito reiterou que, “ganharíamos um novo shopping popular”, justamente, com dinheiro saído de emendas parlamentares de sua base aliada na Câmara dos Deputados.

O novo empreendimento, segundo a comissão que foi à prefeitura. “seria entregue à sociedade, na qual reconhecia o direito ao trabalho na cidade dos permissionários” e que o processo de uma exclusão estaria descartada, a firmou dirigentes da ASPEFEM, diante de uma integração progressiva do comércio formal-informal, a partir de espaços adequados para sua incorporação na cidade por via legal.

– Da Redação/CNR

Por Xico Nery       

 

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