Brasil no compasso da eleição presidencial

A grande questão da atualidade brasileira e uma das mais decisivas da história do país será respondida apenas no último trimestre do ano, quando o sucessor de Michel Temer na presidência da República for conhecido. Os impactos serão severamente diferentes nos dois cenários possíveis. Será um, caso o vencedor seja um reformista, e será outro se a vitória for de um novo governo de perfil populista.

Palestra

Esse contexto, associado à realidade econômica mundial, foi o objeto da exposição do economista Alexandre Mendonça de Barros, em palestra na tarde de ontem, dia 6, no auditório central do Show Rural Coopavel. Promovida pela cooperativa de crédito Sicoob, a palestra “Análise de Mercado e Conjuntura do Agronegócio”, abordou as perspectivas da economia e dos mercados agrícolas para 2018, num ano em que os rumos do país serão decididos na urna.

Os “nós” da economia

Mendonça de Barros tratou ainda de questões estruturais, a exemplo da Reforma da Previdência. Segundo ele, o déficit na Previdência é um dos maiores nós da atualidade brasileira. Caso a reforma não ocorra, em 2030 ela consumirá 93% do orçamento público nacional. “Essa é uma das razões de o mercado enxergar tanto perigo em uma possível volta de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência”, conforme Alexandre. Com um populista no poder, o real será valorizado e as commodities tendem a avançar de preço. Por outro lado, com um reformista, o real deverá cair e os preços agrícolas, por exemplo, não terão ganhos devido a alterações de câmbio. Entretanto, no primeiro cenário a economia tende a se agravar e o consumo não vai se recuperar. Com um presidente reformista, a tendência de recuperação seguirá e o consumo interno vai crescer.

Retomada à vista

O processo de avanço da economia brasileira pode ser medido com previsões otimistas para 2018. O PIB (Produto Interno Bruto) poderá fechar em 4%, a inflação deverá ficar em 4% e a taxa de juros poderá encerrar o ano em 6,5%. “Fui professor de macroeconomia por 17 anos e essa é a minha especialidade. E afirmo que essas condições raramente são vistas juntas. Por isso, o próximo presidente terá uma grande chance nas mãos de recolocar o Brasil no trilho do crescimento”, ressalta o economista. A grande novidade é que se conseguiu quebrar a histórica espiral da inflação/salário. Outra boa notícia é que o próximo presidente poderá receber o governo com índice de desemprego abaixo de 10%.

Estabilidade

Mendonça de Barros não vê volatilidade econômica no primeiro semestre do ano e ressalta que a previsão é de linearidade nos preços na bolsa de Chicago (Estados Unidos) até o fim do atual exercício. Na palestra Perspectivas da economia e dos mercados agrícolas de 2018, o economista fez referências também à situação global. E afirmou que o panorama é dos mais positivos.

– Assessoria Coopavel/Show Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *