Vereadores da capital acusados de envolvimento em esquema para desviar R$ 200 milhões

Na coluna Contraponto, publicada no site Rondoniadinamica, é citado um suposto esquema que estaria sendo engendrado com apoio de vereadores de Porto Velho para pagar de maneira irregular um precário de mais de R$ 200 milhões. O pagamento de precatórios, como se sabe, deve respeitar uma ordem cronológica, estabelecida pelo Judiciário, mas estaria havendo uma tentativa de “furar a fila”, através da aprovação de um projeto de lei.

Ainda de acordo com a coluna, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), deve enviar o projeto de lei na terça-feira (6), pouco antes da sessão. A primeira e a segunda votação aconteceriam no mesmo dia, já que o presidente do Legislativo Municipal, Maurício Carvalho (PSDB), já teria avisado os vereadores que na terça haverá a sessão ordinária e também uma extraordinária.

O mais alarmante é que a votação teria sido articulada por assessores do ex-senador Expedito Júnior (PSDB), chamado pelo articulista de “mandatário de honra da municipalidade”. Consta que eles teriam conversado com a maioria dos vereadores, que teriam saído sorridentes do escritório do ex-senador, que por coincidência está localizado em um prédio que anteriormente pertenceria à família dona do precatório. Hoje o imóvel seria da turma de Expedito.

Ainda de acordo com a coluna Contraponto, o precatório teria sido fragmentado, para facilitar o pagamento. O valor que deve constar no projeto de lei que deverá ser encaminhado pelo prefeito Hildon Chaves é de R$ 50 milhões.
Outro ponto citado pela coluna é o que diz a Constituição sobre a harmonia entre os Poderes. É especificado que, como os vereadores saíram muito felizes da suposta reunião, os assessores de Expedito Júnior estariam fortalecendo os laços com o Legislativo, e o relacionamento entre os Poderes estaria tão bom que vai além da harmonia.

O articulista também diz ser estranho o fato de assessores de Expedito Júnior, que é pré-candidato ao governo, não estarem atrás de empresários, conversando sobre futura doações para uma eventual campanha, que é cara. Em vez disso, desinteressados em bens materiais, estariam ajudando uma família a receber um precário de R$ 50 milhões.
Também é dito que Expedito não deve estar sabendo de nada.
Mais um detalhe apontado é que o ex-prefeito Mauro Nazif (PSB) teria sido procurado para pagar o precatório logo, mas recusou e ainda alertou que “isso poderia dar cadeia”.

– da Redação/CNR

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