Puigdemont se expressou assim no Twitter após a divulgação da notícia que tinha reconhecido que o processo independentista que impulsionou na Catalunha “terminou” e que seus correligionários lhe “sacrificaram” como candidato depois do “triunfo” dos planos do governo da Espanha.

Essas declarações aparecem em mensagens de telefone que Puigdemont enviou ao deputado autônomo e ex-conselheiro do seu gabinete, Toni Comín, também foragido, e foram divulgadas pela emissora de televisão “Telecinco” após serem captadas por um de seus cinegrafistas em Bruxelas.

“Sou humano e há momentos em que também eu duvido. Também sou o presidente (da Catalunha) e não me encarquilharei nem recuarei por respeito, agradecimento e compromisso com os cidadãos e o país”, escreveu hoje Puigdemont no Twitter, sem se referir diretamente às mensagens reveladas.

Na mesma rede social, Comín avisou que a divulgação de conversas privadas é “crime merecedor das pertinentes ações legais”, além de ressaltar que as mensagens foram tiradas de contexto.

Apesar dessas mensagens, um dos porta-vozes do partido de Puigdemont assegurou hoje que o processo independentista catalão “chegou para ficar”.

O ex-governante catalão é investigado por delitos relacionados com o processo independentista que promoveu na Catalunha, mas, ainda assim, o presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, o indicou para ser empossado de novo como presidente regional após as eleições autônomas de 21 de dezembro.

No entanto, os planos de ser empossado, inclusive à distância, foram frustrados quando Torrent adiou sem data a sessão de ontem prevista para isso, depois que o Tribunal Constitucional ditou no sábado uma medida cautelar para impedir a posse.

A “Telecinco” garantiu que Puigdemont enviou ontem essas mensagens a Comín, pouco após saber do adiamento do debate convocado para sua posse.

da Agência EFE