Foram denunciados hoje os senadores Edison Lobão, Jader Barbalho,  Renan Calheiros, Romero Jucá e Valdir Raupp, além dos ex-presidente da República José Sarney e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Eles são acusados do crime de organização criminosa e por receber propina da ordem dos 864 milhões de reais. O prejuízo estimado pela Procuradoria-Geral da República é de 5,5 bilhões de reais aos cofres da Petrobras e 113 milhões de reais para a Transpetro.

Para a PGR, há indícios de que o grupo controlava os contratos firmados nas Diretorias de Abastecimento e Internacional da Petrobras, bem como na Transpetro.

“Em comum, os integrantes do PT, do PMDB e do PP queriam arrecadar recursos ilícitos para financiar seus projetos próprios. Assim, decidiram se juntar e dividir os cargos públicos mais relevantes, de forma que todos pudessem de alguma maneira ter asseguradas fontes de vantagens indevidas”, afirma a denúncia. Veja a íntegra do documento apresentado hoje ao Supremo Tribunal Federal.

As denúncias foram apresentadas ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF. Ele deverá elaborar um voto e submetê-lo a votação na Segunda Turma do tribunal. Se as denúncias forem recebidas, os políticos serão transformados em réus em ações penais.

Na terça-feira, o procurador-geral denunciou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e mais seis pessoas ligadas ao PT também pelo crime de organização criminosa. De acordo com Janot, o valor da propina recebida pelo grupo chegou a R$ 1,485 bilhão e Lula seria o líder e “grande idealizador” da organização criminosa. O chefe da PGR quer o bloqueio de R$ 6,5 bilhões dos petistas.

Na semana passada, integrantes do PP também foram denunciados pelo mesmo crime. As investigações miram 30 integrantes do partido. Entre, eles, estão os deputados Arthur Lira (AL), Waldir Maranhão (MA) e Nelson Meurer (PR), além do senador Ciro Nogueira (PI) e do ex-deputado Pedro Corrêa (PE).

Janot  deixa a PGR no próximo dia 17 de setembro. Até lá, a expectativa é de que mais denúncias seja apresentadas — entre elas, mais uma contra o presidente Michel Temer.

– Exame.com