Em 10 anos, Banco do Povo beneficiou cerca de 20 mil microempreendedores em Rondônia

Por meio das linhas de créditos do Fundo de Apoio ao Empreendimento Popular de Ariquemes (Faepar) e Governo de Rondônia, foram movimentados mais de R$ 40 milhões em todo o estado nos últimos 10 anos com a implantação do Banco do Povo, que beneficia, com empréstimos a juros baixos, aproximadamente 20 mil microempreendedores dos mais variados segmentos no campo e na cidade.

A história de política de incentivo ao crédito popular no Estado iniciou em Ariquemes em 2007, quando o governador Confúcio Moura foi prefeito no município.

Na época, por meio do Faepar – uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – Ocip -, com apenas R$ 200 mil, dois funcionários  e uma sala pequena cedidos pela administração municipal, o Banco do Povo de Rondônia começou suas atividades com o programa de microcrédito produtivo e orientado.

Passados 10 anos, a instituição marca um novo tempo na economia estadual. “Estamos estimulando os microempreendedores, gerando renda, oportunidades de trabalho e resgatando os valores sociais e culturais no campo e na cidade”, ressalta o presidente do Banco do Povo, Arnaldo Campos.

Atualmente, o Banco do Povo está em 33 cidades, mas chega aos 52 municípios e distritos por meio das agências móveis e itinerantes. As agências são administradas por duas Ocips: o Faepar com 15 unidades e a Associação de Crédito Cidadão de Rondônia (Acrecid) com 18. O recurso é repassado pelo Governo de Rondônia, por meio do programa de Microcrédito Produtivo e Orientado da  Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder).

O superintendente da Suder, Basílio Leandro, disse que o objetivo do governo de levar microcrédito aos pequenos empreendedores vem sendo atingido. “O governo estadual tem cumprido seu papel socioeconômico de garantir oportunidades por meio de pequenos empréstimos a juros baixos”, declara.

O presidente da Associação Rondoniense de Municípios (Arom),  Jurandir de Oliveira, disse que o Banco do Povo é uma opção inteligente aos prefeitos e indispensável às economias locais. “Os prefeitos têm aderido ao programa. Um exemplo é do município de Theobroma, que antes mesmo de inaugurar oficialmente uma agência já concedeu mais de R$ 100 mil em microcréditos que variam entre R$ 300 e R$ 10 mil por empreendedor”.

Moeda social é aceita em diversos comércios cadastrados

Em comemoração ao aniversário de 10 anos do Banco do Povo, o Faepar fez um informativo destacando as linhas de créditos e  mostrando alguns casos de sucessos de empreendedores com potencial que só precisavam de incentivos financeiros para alavancar ou iniciar seus negócios.

“O sucesso não é apenas do Banco do Povo, mas de todos os rondonienses”, afirmou o diretor financeiro, Diego Rosset, no sábado (12), durante a solenidade de comemoração dos 10 anos de instalação  e lançamento do informativo, que aconteceu na sede em Ariquemes.

O diretor-presidente do Banco do Povo, Manoel Serra, explica que o grande diferencial do Banco do Povo para as demais instituições financeiras convencionais é que para concessão do financiamento, não há necessidade de abertura de conta ou ter saldo médio, o necessário é que a pessoa comprove que exerce uma atividade produtiva.

O governador Confúcio Moura conta que o Banco do Povo é uma feliz criação internacional, mas que no Brasil ela se espalha sobre vários modelos diferentes, inclusive com a Moeda Social Digital, que é uma iniciativa exclusiva do Banco do Povo de Rondônia, extremamente importante e com benefício social muito prático. “O Banco do Povo é o meu orgulho. Eu fico muito feliz de ser  o criador e o expansor desse movimento do banco de pequenos negócios, desse microcrédito produtivo”, afirma Confúcio.

MOEDA SOCIAL

A Moeda Social Digital é um programa de inclusão social que vem movimentando a economia em regiões estratégicas, fortalecendo o comércio e impulsionando a geração de emprego e renda. Cada Moeda equivale a R$ 1,00.

Cerca de 200 comércios cadastrados, mais de 5 mil famílias atendidas e o movimento de mais de R$ 4 milhões em limites disponibilizados.

Proprietária do Comercial Caçula em Presidente Médici, Jucélia de Fátima conta que aderiu a Moeda Social quando foi lançada na cidade. De acordo com ela, o cartão magnético funciona muito bem e  não é só importante para os comerciantes, mas para os clientes. “Os pagamentos são feitos rigorosamente dentro do prazo, com isso, o lucro é certo e garantido”, destaca Jucélia.

– Texto: Suelly David

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