Parece que o Prefeito Hildon chaves continua no mundo da Lua

Porto Velho, RO – Reportagem de o CORREIO foi, numa primeira inicial, à parte dos bairros da periferia do extremo Sul e Leste da Capital, para ouvir dos moradores e eleitores o porquê da não solução de alguns problemas crônicos das comunidades locais.

Apesar de terem escolhido o tucano Hildon Chaves, a frustração da população é grande quanto à publicidade dada por ele aos primeiros 100 dias de Governo e às férias tiradas a menos de seis meses a frente da prefeitura.

Sobre essa preferência, todos dizem que imaginaram ‘um tucano gestor livre das amarras políticas de bastidores e não vinculado às cedências a grupos econômicos e a políticos que só cuidariam dos ricos’. E atestaram que, ‘antes dos 100 dias, já buscaria aliar-se a políticos tradicionais, o que na campanha negara iria fazê-lo’.

Em meio a ruas que se assemelham a verdadeiras crateras lunares, becos e ruelas sob o domínio de ratos, moscas e lixões a céu aberto, além de córregos, canais fétidos e áreas ribeirinhas sob riscos constantes, moradores dos bairros Nacional, São Sebastião, da Balsa ao Flamboyan e Planalto, amargam a parte maior das promessas ainda não cumpridas pelo atual governo.

Contudo, a maioria dos ouvidos pelo CORREIO, negou-se a esclarecer, em pormenores, os por quês que decidiram votar naquele que se dizia combativo e implacável Promotor de Justiça. Porém, admitiram que, ‘o político, na campanha, ‘adentrando nossas casas, investira-se de uma armadura só vista na epopeia de Dom Quixote de La Mancha’, diz Francisca da Silva, acadêmica, 53 anos.

Afora os polêmicos 100 dias de Governo e, agora, com as discutíveis férias ao exterior sob a unção da Câmara, o prefeito viveria um verdadeiro ‘inferno astral’, em que pese os R$ 130 milhões da bancada federal para asfalto e iluminação da BR-364 (Porto Velho-Candeias do Jamari) em meio à crise com os camelôs, permissionários do antigo Shopping Popular, transporte público (de má qualidade), da suposta anistia fiscal a aliados e ao caso dos quinquênios, revelam opositores.

Na escuta nos bairros, moradores e lideranças, admitiram, contudo, que votaram no novo prefeito pela imagem que ele passou durante a campanha, que foi do perfil de bom moço de ser um gestor isento de ligações perigosas e não um político tradicional – como sempre ocorreu no município e no Estado.

Para analistas, sobre a gestão Hildon Chaves, ‘enfim, a parte maior reclama da demora na aquisição de remédios, medicamentos, contratação de novos médicos às UPAS, UBS, Postinhos de Saúde (São Miguel, São Carlos, Terra Caída, Nazaré, Santa Catarina, Tira Fogo, de Papagaio a Calama, no Baixo-Madeira)’.

Na Capital, a situação não é diferente, como o quebra-quebra ocorrido na UPA Leste, onde servidores foram agredidos e o prédio depredado por conta do caos na saúde municipal, informam profissionais assustados da UPA Ulysses Guimarães e da UBS Caladinho, onde uma cadeira de dentista quase foi roubada.

Enquanto isso, problemas da falta de infraestrutura só aumentam na periferia Norte, Sul (há o caso das APPs do bairro Castanheira, da Estrada dos Japoneses, Cidade do Lobo), Oeste e Leste (Canais obstruídos no eixo Avenida Amador dos Reis, Alexandre Guimarães, Rio de Janeiro etc), além da área central (canais da Rogério Weber, José de Alencar, Almirante Barroso, da D. Pedro II ao Areal).

Outra polêmica em torno das promessas ainda não cumpridas pelo tucano é com relação à água potável que levaria às periferias e a revitalização da cidade que lhe deu a confiança maior a seu programa de campanha. Porém, segundo especialistas, ‘parece que ele tenta tirar o foco das promessas, já com oito meses de mandato’. E que seu objetivo é outro: a sucessão de Confúcio Aires Moura, PMDB.

– Da Redação CNR/Xico Nery

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