RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRAACHISMO – Na política quanto no futebol todos que gostam do assunto dão as opiniões que lhes convêm. Com a aproximação do período eleitoral de 2018, o achismo invade os espaços das mídias sociais, assim como dos noticiosos, sem nenhum dado estatístico que possa ser utilizado como base real para as previsões.

FORÇA – Embora Jesualdo Pires seja um prefeito bem avaliado e apontado como um forte nome ao Senado Federal, não pontua uniforme na maioria dos municípios que possamos afirmar que reúna força suficiente para levar uma das vagas. Em Ji-Paraná o prefeito está bem, mas sua influência não ultrapassa as fronteiras do município. Pelo menos numa pesquisa que este cabeça chata coordenou. Isto não quer dizer que em 2018 o cenário continue igual ao de hoje. O índice mais consistente em todas as pesquisas (sérias) feitas até agora é a rejeição aos nomes propostos e aos partidos políticos.

MÚSCULOS – Quem tem revelado músculos para as eleições vindouras é o deputado federal Marcos Rogério, do Democratas. Hoje é o parlamentar mais bem avaliado no estado e começa a abrir espaço na capital, bem distante da sua base eleitoral que é Ji-Paraná. Caso não deixe a “mosca azul” lhe picar,  terá tempo para meditar o melhor caminho a seguir nas eleições. Na hipótese de optar pela disputa à reeleição, as probabilidades de vir a ser o mais votado são enormes.

MÚSCULOS II – Outro nome que tem mantido uma consistência animadora nas pesquisas é o deputado estadual Leo Moraes (PTB). Seja para a reeleição, seja para uma vaga de deputado federal. Aliás, é o nome que aparece nas pesquisas com maior densidade na capital. O parlamentar também começa a avançar na preferência do eleitor do interior com uma pontuação interessante. Esta coluna já havia apontado essa tendência dois meses atrás. E tem se mantido.

FÔLEGO – O senador Valdir Raupp (PMDB) sangrou durante dois anos com o nome envolvido nas investigações da Lava Jato. No entanto, não há nenhum óbice no momento que o impeça de registrar a candidatura à reeleição.  Independente de quem gosta ou não dele,  é um senador importante para os municípios rondonienses e tem se esforçado para conseguir recursos para inúmeras obras executadas e em execução no estado. Já comprovou na primeira eleição ao Senado Federal que tem fôlego para vencer as intempéries, visto que foi surpreendido naquela eleição com uma condenação penal exaustivamente utilizada pelos adversários e nem assim perdeu a vaga. Ainda é cedo e prematuro assegurar que a Lava Jato seja suficiente para sufocar seu fôlego incansável de se reinventar, embora seja indiscutivelmente a eleição mais difícil que vai disputar.

RECALL – Quem continua sofrendo com o recall negativo pela passagem na prefeitura da capital é o ex-prefeito Mauro Nazif (PSB). O ex-prefeito e neossocialista não anda pontuando bem nas pesquisas para uma eventual disputa à Câmara Federal. De excelente parlamentar com duas legislaturas exitosas, Nazif deixou o paço municipal muito desgastado. O turco pecou em diversos momentos, em particular por se cercar de bajuladores incapazes de avaliar o cenário com o mínimo de sabedoria.

VIOLÊNCIA – Enquanto nossas autoridades perdem tempo em debater um modelo de escola sob a direção de militares, os meliantes aproveitam para ocupar as ruas e ceifar vidas à luz do dia. Nem os próprios policiais escapam da violência impostas pelos larápios e são vítimas dos assaltos. Não é raro ler na crônica policial cenas de bang bang entre bandidos e homens da lei em nossa Rondônia. Especialmente em Porto Velho. A violência assumiu índices alarmantes e não vemos ações efetivas para reverter esses números. Na medida em  que a segurança pública sai do controle, a PM utiliza spray de pimenta nos presentes a uma reunião convocada para  decidir quem deve conduzir a escola e impor normas de condutas absurdas aos alunos: cortar cabelo com máquina 2, saias curtas, tatuagens, entre outras proibições que atentam contra o livre arbítrio.

PUXÃO – Está absolutamente correto o governador Confúcio Moura ao dar um puxão de orelhas no servidor público que atende à população de forma inadequada ou simplesmente com rudeza. Infelizmente o fez pelo BLOG que mantém nas redes sociais ao invés de exigir um bom atendimento como política governamental.

SERPENTE – Um filme de Ingmar Bergman retratando os conflitos e a esculhambação que culminaram com a ascensão no Nazismo foi descrito como o Ovo da Serpente para explicar o que veio depois. Vivemos no Brasil um momento muito crítico de nossa história com o aumento da intolerância ganhando vozes nas mídias sociais. Como a democracia anda mal das pernas em nosso país, o terreno passa a ser fértil para que as serpentes surjam como alternativa de poder. Quem prega o retorno de uma ditadura como remédio para os males que afligem a nação ou desconhece o filme de Bergman ou nunca leu a história. É preciso aniquilar o ovo no ninho antes que a serpente produza novos ovos. E por vias legalmente permitidas. Aos intolerantes, as favas!

COMPETÊNCIA – Durante o encontro internacional de Direito Constitucional, promovido pela International meeting on Law and society, na cidade do México, o advogado rondoniense e professor universitário Diego Vasconcelos foi um dos destaques nos painéis do evento ao apresentar um trabalho versando sobre a reputação e a audiência do judiciário brasileiro. O trabalho do intelectual rondoniense aplica uma teoria denominada ‘Behaviorista’ (teoria da reputação judicial) que verifica os dados de confiança da Justiça Brasileira. Na presença de vários pesquisadores mundiais o trabalho apresentado por Diego Vasconcelos foi requisitado para ser publicado numa revista científica que deverá ser editada em outubro. Advogado da melhor cepa militante em nosso estado, atualmente reside em Lecce na Itália onde conclui o doutorado. Em março do ano que entra promete retornar ao nosso convívio para aplicar o que aprendeu fora ao nosso meio acadêmico da UNIR.

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